Por que nunca aceitamos o problema como ele chega

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O segredo do design thinking aplicado à arquitetura corporativa está em perguntar “por quê?” até doer.

Uma empresa nos procurou com um pedido aparentemente simples: “Precisamos de mais salas de reunião. As nossas estão sempre lotadas.”

A resposta óbvia seria projetar mais salas. Fácil, rápido, faturável. Mas a gente não fez isso. Porque na A9, antes de qualquer linha ser desenhada, a gente para, pensa e investiga.

E sabe o que a investigação revelou? As salas de reunião não estavam lotadas porque faltavam salas. Estavam lotadas porque as pessoas usavam salas de seis lugares para reuniões de duas pessoas. Porque não havia espaços alternativos para conversas rápidas. Porque a cultura da empresa havia criado um hábito de “reservar sala pra tudo”, desde um alinhamento de cinco minutos até uma sessão de brainstorming de três horas.

O problema real não era falta de salas. Era falta de diversidade de ambientes.

Aqui, antes de qualquer linha ser desenhada, a gente para, pensa, investiga. E o mais importante: a gente usa a ciência. Nosso processo se baseia em três pilares: pensar, projetar e executar.

Design thinking: a ferramenta que muda o jogo

Design thinking não é uma buzzword bonita pra colocar em apresentação. Na arquitetura corporativa, é a diferença entre resolver o problema certo e resolver o problema errado com mestria.

O processo começa com empatia. Não com planta, não com briefing, não com referências do Pinterest. Começa com a gente entendendo — de verdade — como as pessoas usam o espaço hoje. Observando padrões de movimento. Medindo tempos de ocupação. Entrevistando quem vive ali, do estagiário ao diretor.

Depois vem a definição do problema real. E é aqui que 90% dos projetos de arquitetura corporativa erram: pulam direto para a solução sem ter certeza de que estão resolvendo a coisa certa.

Três casos em que o problema não era exatamente o que parecia

Caso 1: Campus Inspirar

A demanda inicial parecia ser apenas a mudança para um espaço maior e mais organizado. Mas, na prática, o desafio era muito mais profundo: a empresa vinha crescendo ao longo dos anos em imóveis ocupados conforme a necessidade, de forma fragmentada, até decidir reunir toda a operação em um único novo espaço.

Para isso, conduzimos cerca de um mês de workshops com colaboradores, gestores e presidência. Esse processo permitiu construir um programa complexo de forma colaborativa, entendendo não apenas o que cada área precisava, mas também o que a empresa queria representar em seu novo momento. Mais do que projetar uma nova sede, o trabalho foi desenhar uma nova mentalidade para a organização.

Caso 2: Agrotis

No caso da Agrotis, a mudança de sede também trouxe à tona questões que iam além da arquitetura em si. A expectativa inicial era transferir a operação para um novo endereço, mas o verdadeiro desafio estava em compreender como o espaço poderia acompanhar a evolução da empresa e de suas equipes.

A partir de entrevistas com colaboradores e lideranças, identificamos oportunidades de criar ambientes mais flexíveis, multiusos e preparados para diferentes dinâmicas de trabalho. O resultado foi uma proposta que otimizou a metragem quadrada e ampliou a eficiência do espaço, sem perder de vista a experiência das pessoas que vivem o ambiente todos os dias.

Em ambos os casos, aceitar o problema apenas como ele chegava teria levado a soluções superficiais.

O que fez a diferença foi investigar o contexto, ouvir as pessoas e entender que arquitetura corporativa não é apenas desenhar espaços, é traduzir cultura, operação e estratégia em ambiente construído.

Da investigação à decisão

Cada solução que a A9 entrega nasce de uma investigação, não de uma tendência. E isso não é só uma filosofia bonitinha é o que garante que cada decisão, da ideia inicial ao último parafuso, esteja totalmente alinhada à estratégia do cliente.

O resultado? Espaços que não precisam de manual de instrução. Que funcionam porque foram projetados a partir da realidade, não a partir de uma suposição.

Então, da próxima vez que alguém disser “a gente precisa de um escritório novo”, faça a pergunta mais importante antes de qualquer decisão: por quê?

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